terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Um pedido ao S. Pedro ...

... que venha a Primavera e que venha para ficar, está bem?
Estou farta de neuras, de mau tempo e outros motivos que levam as pessoas a ficar em casa. Estou farta de olhar para esplanadas vazias e vestir camisolas de gola alta ...
Quero roupas frescas, coloridas, ver crianças a brincar nas ruas e ver pessoas a sorrir ... sim eu sei que a crise está por aí, que não há grandes motivos para rir e que tudo está a aumentar (haja muita força de vontade para algumas pessoas sorrirem e alguns são amigos bem próximos) ... mas não há nada como um dia de sol, o cheiro do mar e a cor das pessoas no Verão ... tenho saudades de dias diferentes e melhores =)

"Ambrósio ... "

"... apetece-me algo!"
... estou com vontade de dançar ... leva-me por aí esta noite, quero fechar os olhos na pista de dança, sentir o som fazer o corpo vibrar ... sem pensar nos outros, perder-me por aí e rir um pouco ... mas sobretudo dançar!!!

Identificas-te?

Afinal todos temos momentos em que passamos por isto na vida ... tu não? Identificas-te?

"The scars of your love remind me of us
They keep me thinking that we almost had it all
The scars of your love they leave me breathless
I can’t help feeling
We could have had it all
Rolling in the deep
You had my heart and soul
And you played it
To the beat"

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Regresso a Lisboa ...

Mesmo com este tempo incerto fugir de Lisboa valeu bem a pena! =)
Apanhei alguma alguma chuva no sábado mas disseram-me que em Lisboa esteve um dilúvio ... eu lá fui, em boa companhia directa ao Sul onde "arejei" um pouco a cabeça!
Foi fantástico o acolhimento, a comida nem vale a pena dizer, a paisagem e os ares do campo ... e quando a companhia é boa o saldo só pode ser positivo!

Esta foto foi tirada durante uma caminhada ... num local que ajuda a relaxar, e onde as cores já "chamam" a Primavera ... porque as fotos dos sabores não tenho e decrevê-los só me traz a saudade de lá voltar e os recordar ;)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Está decidido ...

Farta de estar em Lisboa ... farta deste tempo ... estou no meu limite por isso vou ter de sair para qualquer lado ... e vou, não importa se vai fazer sol ou chuva (quer dizer, bem que podia fazer sol, está bem S. Pedro).
Já tenho o saco comigo e destino marcado e companhia ... estamos quase no ir ... e o tempo nunca mais passa =)

Desejos e vontades

Caro Emerald - A Night Like This - Official video
... porque hoje é sexta, porque estou farta de chuva ... porque sinto saudades do sol, de uma boa esplanada, de um banho de mar ou piscina, do calor e roupas leves e de um belo convívio em dias de Verão =)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Elogio ao amor

Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.

Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.

Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

Miguel Esteves Cardoso


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Divagações na maionese IV ...

Sono, tenho tido tanto sono esta semana que tenho de fazer uma "cura" de sono este fim-de-semana .......... Zzzzzzzzzzzzz.
E mudando de assunto, e a Campanha Eleitoral? É que, mesmo com sono, ainda tem dado tempo para me aperceber de alguns disparates que se andam a dizer por aí. Não, não vou começar a "vender-vos" o "meu" candidato, não se preocupem ... apenas peço que, pelo menos, votem.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Adeus A.

Quando um amigo de nossos pais se despede deste mundo e a nossa mãe nos envia uma mensagem a dizer: "Vê tu bem, que ainda ontem recebi um email do A. e acabei de receber a notícia que faleceu, hoje de manhã (...) levamos cá um soco......" nós sentimos também o nosso coração apertado, apertado.
Primeiro que tudo vieram-me à cabeça inúmeras situações em que estive com ele e a sua paciência comigo ... quantas vezes cuidou de mim? ... quantas vezes a sua alegria e boa disposição contagiavam os que privavam com ele? Mas o coração apertou também porque vi a minha mãe "desabafar esse soco" como quem sente que referências e amizades se vão ... assim, tão rápidamente, sem dar tempo de dizer adeus e deixam a saudade connosco ... um beijo A.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Desabafos 6...

Lá está ... diálogo ...
... a falta dele, diálogo em linguas diferentes ou sem legendas ...
... e foi ainda há pouco tempo!